Saúde na Linha contra a volta da sífilis congênita

A sífilis voltou a ser uma epidemia no Brasil, apesar de ter tratamento acessível e uma cura fácil. Segundo dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2014 e 2015 os casos de sífilis transmitida de mãe para filho subiram 20,9% no Brasil. O estado do Rio de Janeiro tem o maior percentual de sífilis congênita, com um índice de 12,4 casos por cada mil bebês nascidos vivos, contra uma média nacional de 6,5.

Para lidar com o avanço da doença, que é sexualmente transmissível, o Viva Rio, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, iniciou há três meses um programa de monitoramento de bebês com sífilis em 12 unidades de saúde da área programática 2.1 (zona sul do Rio de Janeiro). O projeto dá assistência a 90 bebês e funciona com uma equipe de saúde qualificada que acompanha os pacientes através de ligações telefônicas periódicas.

Nas conversas, os profissionais buscam avaliar as condições de saúde do bebê, identificar possíveis complicações e, quando preciso, agilizar o encaminhamento para a rede pública de saúde.

A iniciativa é parte do projeto Saúde na Linha, que já faz esse trabalho com mulheres em gestação de risco e ajudou a reduzir em 50% o número de óbitos maternos na área da Zona Norte onde foi implementado.

Em dezembro, a revista Época foi conhecer uma grávida e sua bebê que são atendidas pelo Saúde na Linha na Clínica da Família da Rocinha. A mãe tinha sífilis, foi tratada na gravidez e agora mãe e filha estão sem a doença. Conheça a bonita história delas na matéria:

http://epoca.globo.com/saude/check-up/noticia/2017/12/programa-cuida-de-bebes-com-sifilis-congenita-em-areas-de-risco-no-rio-de-janeiro.html

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