Reabilitar vai ao Aquário Marinho do Rio

A chuva da última quinta-feira (14) não tirou o ânimo dos integrantes do grupo Reabilitar, que chegaram cedo ao Centro Municipal de Saúde Manoel José Ferreira, no Catete, para embarcar na van rumo ao Aquário Marinho do Rio de Janeiro (AquaRio). A visita foi realizada em parceria com o Viva Rio Eficiente, programa voltado para inclusão social de pessoas com deficiência.

Grupo Reabilitar em visita ao AquaRio

Criado há dois anos pela fisioterapeuta Luciana Esteves de Freitas, o Reabilitar faz parte do Núcleo Ampliado de Saúde da Família (NASF) do CMS do Catete. Cerca de 12 pessoas com deficiência ou com dificuldade de locomoção são atendidas por uma equipe multidisciplinar que inclui educador físico, psicóloga, fisioterapeuta e profissionais de saúde. “Montei esse grupo para podermos oferecer um serviço de saúde que ajudasse a melhorar a qualidade de vida de pessoas que tivessem algum tipo de dificuldade de locomoção, sequelas neurológicas ou idade avançada com quadro de perda muscular ou comprometimento das articulações”, conta Luciana.

Maria de Lourdes

Os dez integrantes que participaram do passeio ao AquaRio olhavam tudo com fascínio. “Eu gostei muito, nunca tinha visto isso. Muito legal ter essa oportunidade”, declarou Maria de Lourdes Barbosa da Silva, cadeirante atendida no Reabilitar.

O passeio foi guiado pela bióloga Carolina Mandarino, que a cada seção trazia novas informações para a compreensão da dinâmica dos oceanos e o funcionamento do aquário municipal. Algumas eram chocantes, como a contaminação por plástico. Cerca de 90% da água marinha nos tanques do AquaRio possui alguma micropartícula proveniente do plástico. Ela contou que a água era captada em uma região próxima a Copacabana. Outras eram curiosas: o AquaRio tem cerca de 25 tubarões e todos eles têm nome. Giorgio, Gastão, Ritinha, Zeca e Sharon foram alguns dos animais que o grupo conheceu. Sharon é uma tubarão-lixa fêmea com cerca de 2,5m, a maior do aquário.

Em todo o aquário, há informações sobre questões ambientais que afetam os oceanos

A socialização promovida por esse tipo de atividade é um dos principais objetivos do Reabilitar, além da melhoria dos atributos motores, força física e capacidade cardiorrespiratória. O educador físico José Eduardo Prates acompanha o grupo há um ano. “Trabalho em parceria com a fisioterapeuta e fazemos atividades que desenvolvem o equilíbrio, exercícios que ajudam a fortalecer a musculatura, sempre pensando em melhorar a qualidade de vida do paciente”. Ele atua na Academia Carioca do CMS do Catete, aberta de segunda a sexta para todas as faixas etárias. O único requisito é residir na área de abrangência do CMS.

Para Fabiana Barreto, do Viva Rio Eficiente, ações como essa são importantes. “Corremos muito atrás pra conseguir articular esse passeio. O Rio não é uma cidade inclusiva e quando conheço um lugar acessível, quero logo trazê-los! É muito gratificante proporcionar esse tipo de atividade para pessoas que dificilmente conseguiriam acessar esses lugares”.

 

Postado em Notícias na tag , , , .