Viva Rio inaugura unidade de saúde em Deodoro

Logo depois de ter sido um dos palcos de competições nos Jogos Olímpicos Rio 2016, o bairro de Deodoro, na Zona Norte do Rio, ganhou uma referência em saúde para acolher os moradores da região. A quantidade de pessoas presentes na inauguração da Clínica da Família (CF) Ivanir de Mello, nesta sexta-feira (26), localizada em uma das principais estradas do bairro, mostrou as expectativas positivas dos moradores em relação ao trabalho que será realizado na unidade gerida pelo Viva Rio.

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Volume de público na inauguração mostrou a expectativa pela nova unidade | Foto: Lucas Almeida

A inauguração contou com a presença do prefeito Eduardo Paes e do secretário de Saúde do município, Daniel Soranz. A unidade terá serviço de Raio X, ultrassom e Academia Carioca, projeto da Prefeitura com aparelhos de ginástica destinados sobretudo à Terceira Idade.

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O prefeito Eduardo Paes prestigiou a inauguração da CF Ivanir de Mello | Foto: Lucas Almeida

Segundo dados da última pesquisa Ibope, divulgados nesta semana, a saúde continua sendo a maior preocupação da população do Rio de Janeiro. Cerca de 50% dos entrevistados, que responderam ao questionário, disseram que esta é uma das áreas onde o público mais padece. Antes da inauguração da CF Ivanir de Mello, os moradores precisavam se deslocar até o bairro de Sulacap, a 8 km, onde funciona um posto de saúde e, em casos de urgência, precisavam recorrer à Unidade de Pronto Atendimento, em Ricardo de Albuquerque, que sofre com a constante superlotação.

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Moradores se cadastraram e tiraram dúvidas com a equipe da unidade | Foto: Lucas Almeida

Antes de integrar a unidade, o enfermeiro Sebastian Carlos, de 40 anos, trabalhava com o Departamento de Atenção Básica, que administra o Consultório na Rua. Ele, que reside em Ricardo de Albuquerque, uma das regiões de abrangência da unidade, pediu transferência para a Clínica da Família e mostrou que deseja contribuir com a qualidade do atendimento aos usuários da região. “Conheço a realidade desses moradores e estou disposto a usar meu trabalho para mudar a história deste bairro, que padecia com as faltas de alternativas para a saúde”, justificou.

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Sebastian, funcionário que vai contribuir com o atendimento da unidade | Foto: Lucas Almeida

Os moradores de Ricardo de Albuquerque, Deodoro e Anchieta vão passar a ter uma oferta de cuidado garantida na clínica. Para a gerente da unidade Amanda Carletto, este conceito vai muito além do acolhimento médico. “Saúde não é só atendimento com o doutor, por exemplo. Vamos conhecer a necessidade do público e as equipes vão unir o atendimento à prática de exercícios na Academia Carioca, com o cuidado com as gestantes, a qualidade na alimentação e outros fatores determinantes na busca pelo melhor atendimento”, garante.

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Amanda Carletto e Stefania Soares participaram da inauguração | Foto: Lucas Almeida

Com aparelhos de última geração, ambientes climatizados e mobiliários modernos, a clínica conta com quatro equipes, que vão atender um total de 12 mil pessoas. Cada uma delas é formada por médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, agentes de saúde, além de dentista e auxiliar de saúde dental. A perspectiva é que até o fim deste ano o quadro de funcionários da unidade seja multiplicado para oito equipes.

Moradora de Ricardo de Albuquerque, a funcionária pública Marcela Teixeira, de 35 anos, é uma das beneficiárias do novo espaço. Ela levou o pequeno Cauã, com 35 dias de vida, para conhecer a clínica e, mesmo que ele ainda não saiba, esse é o início da mudança na região. “Os moradores estavam precisando deste espaço e de acesso à saúde de qualidade. Esta é uma das heranças que vamos deixar para as futuras gerações”, festeja.

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Marcela Teixeira: “Deixaremos essa herança para as futuras gerações” | Foto: Lucas Almeida

Criar uma referência com a equipe de saúde é uma das prioridades da assessora técnica em saúde, Stefania Soares, que participou da inauguração. “Todos os membros da família poderão ser atendidos de forma permanente, isso faz parte do papel da atenção básica. Nosso papel também é cuidar das urgências de baixo e médio risco. Em menos de 10% dos casos será preciso acionar um especialista em outro nível de atenção”, esclarece.

 

(Texto: Vívian Guimarães | Fotos: Lucas Almeida)

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