Campanha de sangue tem aumento de doadores

Com pouco mais de 70 doadores inscritos, a campanha “Salvando Vidas, Gota a Gota”, parceria do Viva Rio com o Hemorio, teve também um aumento de doadores “gota a gota”, conforme observou a coordenadora do Voluntariado do Viva Rio, Cibele Dias. “As pessoas deixam de doar por medo, desinformação e dificuldade de locomoção”, acrescenta ela, que este ano conseguiu adesões para iluminar de vermelho o Cristo e oito monumentos da cidade, como os Arcos da Lapa.

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Cibele Dias à frente dos Arcos da Lapa iluminados de vermelho | Foto: Divulgação

O Viva Rio entrou com o espaço, os doadores, distribuiu um folder informativo e disponibilizou dois veículos para transportar interessados. Lançou ainda a Eco Blood Bag, sob o slogan “Tenha Atitude Retornável”, para incentivar as pessoas a doar. Produzidas com materiais biodegradáveis, as bolsas não contêm produtos químicos prejudiciais ao meio ambiente.

Confira todas as fotos da doação de sangue na sede do Viva Rio 

Quem não deixa de participar das campanhas do Viva Rio é Carine Catalão,  há quatro anos funcionária da Contabilidade das instituição. Embora não tenha parentes ou amigos que enfrentaram problemas por falta de sangue, ela não hesita em doar.  “É importante ter o espírito do doador para ajudar ao próximo”, justifica.

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A funcionária Carine Catalão não deixa de participar das campanhas| Foto: Tamiris Barcellos

Camila Rego, 25 anos, também funcionária do Viva Rio, da Educação, era das primeiras doadoras desta segunda-feira (30). Ela doa sangue a cada quatro meses e garante: “Não tem de ter medo, é como tirar sangue para fazer um exame, só que ajuda a quem precisa”, argumentou, enquanto fazia o lanche oferecido pelo Hemorio, com biscoito, bolo, balas, queijo e suco. A amiga Geovana Zoccal, 27 anos, pesquisadora e professora de Relações Internacionais, fez coro com Camila: “Medo é bobagem’.

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Camila Rego e Geovana Zoccal fazem um lanche após a doação|Foto: Tamiris Barcellos

Embora exista um pequeno crescimento do número de doadores desde a primeira campanha realizada pelo Viva Rio, em 2010, a oferta de interessados ainda deixa a desejar diante das necessidades. “É um trabalho de formiguinha. Em geral, só os que sofreram pela dificuldade de conseguir sangue quando precisaram têm a consciência da importância do ato”, disse Cibele, que acompanhou esta carência de perto, quando trabalhou como técnica de enfermagem em hospitais da cidade.

Segundo o médico responsável pela campanha desta segunda-feira, Evandro Ramos, o final de ano costuma ser um período crítico, porque aumenta a demanda em função dos acidentes de carro provocados durante o período das festas, enquanto a oferta diminui, por causa da quantidade de pessoas que costumam viajar. ”O Hemorio teve uma boa semana, por causa do Dia Nacional do Doador de Sangue, celebrado em 25 de novembro. Conseguimos recolher cerca de 2.500 bolsas de sangue, mas no resto do ano o volume diminui bastante”, comparou.

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Segundo o médico Evandro Ramos, o fim de ano é crítico | Foto: Tamiris Barcellos

O Hermorio recebe doações de sangue diariamente em sua sede, inclusive nos finais de semana e feriados, das 7h às 18h, na Rua Frei Caneca, 8, ao lado do Hospital Souza Aguiar. Ainda de acordo com o médico, são coletadas cerca de 100 bolsas por dia. O Viva Rio realiza três campanhas por ano. Os doadores têm de ter idade entre 18 e 69 anos; pesar mais de 50kg; não podem estar gripados ou com alguma doença infecciosa; não podem ter lesão com sangramento na pele; não podem ter consumido álcool ou drogas nas 24h anteriores à doação; não podem ter tido hepatite com mais de 10 anos; não podem estar grávidas ou amamentando e não podem ter feito tatuagem há menos de um ano.

(Texto: Celina Côrtes|Fotos: Tamiris Barcellos)

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