São Jorge: ícone da batalha em todas as classes sociais

“O santo guerreiro tem relação com a favela por que os moradores matam um leão por dia para viver em meio a tantas diferenças sociais e de preconceito”, explicou Walter Mesquita, editor de fotografia do Viva Rio e curador da exposição “Santo Guerreiro, Jorge do Povo”, que está aberta para visitação na sede da organização.

Imagens de manifestações de fé, adoração e esperança em favelas cariocas estão na exposição coletiva que reúne obras de 10 fotógrafos – AF Rodrigues; Ananda Porto; Elizangela Leite; Fabio Caffé; Francisco Cesar; Francisco Moreira; da Costa; Ratão Diniz; Thais Morelli; Thiago Caminati; e Walter Mesquita. Em sua maioria moradores de comunidades cariocas, eles capturaram os momentos de adoração com a proximidade daqueles que vivem o cotidiano das comunidades.

A exposição também mobilizou os correspondentes comunitários do Viva Favela. Por meio do site e das redes sociais, eles enviaram fotos e vídeos que foram projetados durante a festa de abertura da exposição.

A festa teve a apresentação dos DJs Jailson e Juan Dj Mirim (de apenas nove anos!); do coletivo Jet Black; do grupo de dança afro e street dance Recriando Raízes, de Costa Barros; de capoeira; e do espetáculo “Adoráveis Malandros”, uma performance circense de três jovens que atravessaram a corda bamba no asfalto e nas favelas do Rio de Janeiro.

A mostra “Santo Guerreiro, Jorge do Povo” é a segunda etapa da exposição “As muitas faces de Jorge”, realizada pelo Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) e exibida no Museu do Folclore Edison Carneiro (Palácio do Catete), em 2011. Depois de passar pelo Viva Rio, as imagens circularão pelas igrejas do Rio de Janeiro que cultuam o santo.

A exposição ficará aberta para visitação no Viva Rio até o dia 30 de maio, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

 

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