Quatro linhas principais orientam o trabalho de comunicação do Viva Rio: produzir eventos e campanhas para mobilizar a opinião pública; tornar-se fonte para a grande imprensa; valorizar mídias alternativas; e criar redes para a troca de informações.
1) Freqüentemente, lançamos campanhas com o objetivo de incentivar a participação da população em um tema ou processo específico. Essas campanhas cívicas são uma forma de fortalecer a democracia, apostar na participação cidadã e promover o comprometimento da população com os problemas da cidade. Mostram que temas como meio ambiente, saúde pública e, sobretudo, segurança dizem respeito e dependem do engajamento de todos. O Viva Rio também produz eventos de interesse jornalístico. Para isso, não basta um bom relacionamento com os meios de comunicação, é preciso uma boa equipe formada por especialistas na área e, sobretudo, uma visão estratégica da conjuntura e da agenda da cidade/estado/país/região. Em suas campanhas, o Viva Rio conta com voluntários de diversos setores, sejam pessoas ou instituições.
2) Pelas pesquisas que produz, pelo foco constante nos fatores relacionados à violência, e por trabalhar com interlocutores altamente qualificados nos planos local e internacional, o Viva Rio torna-se fonte para a grande imprensa. Seus dois portais na internet, o Viva Favela e o Comunidade Segura possuem um público formador de opinião formado em grande parte por jornalistas. O primeiro, com foco sobre o cotidiano das favelas, traz a voz e o olhar dos moradores das comunidades e oferece pautas que a mídia em geral não consegue acessar. O segundo reúne dados e opiniões de especialistas em temas relacionados à Segurança Pública, qualificando a cobertura e propondo debates construtivos para a superação da insegurança.
3) O Viva Rio cria e incentiva a criação de veículos de comunicação alternativos, mais próximos das áreas e das populações em risco. No Viva Favela, os “correspondentes multimídia” são moradores das comunidades marginalizadas. O olhar local e a familiaridade com as situações marca a diferença na qualidade das matérias produzidas. Abrem, com efeito, um outro campo de comunicação. Através do nosso Ponto de Cultura Papo Cabeça, capacitamos jovens para a produção de conteúdo utilizando as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs); fomentando o desenvolvimento de novas mídias comunitárias.
4) O Viva Rio cria e incentiva a formação de portais e redes para a troca de informação qualificada sobre temas relacionados à redução da violência. Hoje, boa parte dessas redes está sediada em um único portal, o Comunidade Segura, que além de produzir conteúdo através de uma equipe de jornalistas e especialistas, permite que seus usuários também o façam. A idéia é que informações, pesquisas, experiências, boas práticas e lições aprendidas sejam compartilhados por profissionais das áreas, como policiais ou advogados, mas também por pesquisadores, jornalistas, educadores, políticos, ONGs, movimentos sociais ou vítimas da violência. O portal se constitui como uma forma de aproximar as diversas atividades realizadas pelo Viva Rio – a pesquisa, a elaboração e a experimentação de práticas e o diálogo –, de multiplicar os esforços, qualificar o debate e propor soluções.
- Portal Viva Favela
- Portal Comunidade Segura
- Ponto de Cultura Papo Cabeça