Mutirão contra epidemia reúne participantes na comunidade de Acari

Cerca de 100 pessoas participaram do mutirão contra a epidemia, realizado no último sábado (11), em Acari, na zona Norte do Rio. A iniciativa, organizada pelo Viva Rio, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, faz parte do programa Ação Contra a Epidemia, criado após alertas de especialistas para uma potencial situação epidêmica de chikungunya.

O dia começou com um café da manhã especial. Logo em seguida, os participantes se dividiram em sete grupos e percorreram as ruas Padre Lima, Idelfonso, Piracambú e as comunidades: Terra Nostra, ITD, Parque Colúmbia, Parmalat, Parque Acari, também conhecida como Lixão. No caminho, eles distribuíram materiais informativos e coletaram muitos resíduos sólidos, que tinham sido descartados de forma inadequada e que podem servir como focos de proliferação dos mosquitos.

O projeto estimula o cidadão a fazer buscas semanais por focos de mosquito em casa, incentivando a importância individual na erradicação do mosquito vetor. As ações incluem a divulgação, para uma rede influenciadora, de um plano de prevenção, mobilização digital, compartilhamento de novas técnicas contra o Aedes Aegypti e mutirões para limpeza e conscientização.

Os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) da Clínica da Família Marcos Valadão foram responsáveis pela condução dos grupos. Um dos agentes, Missias Vital, que trabalha há seis anos na unidade de saúde, lembrou a importância de orientar a população sobre como eliminar possíveis criadouros do mosquito. “Nós estamos nas ruas todos os dias prestando assistência primária e sempre lembramos a cada morador que eles precisam assumir o compromisso de eliminar os criadouros. Se unirmos nossa força, venceremos o mosquito”, justificou.

O movimento também contou com a participação de voluntários do Viva Rio, funcionários do Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, moradores da região,  integrantes do Centro de Referência da Assistência Social (CRAS), escolas e lideranças da comunidade. Ana Carolina, de 13 anos, mostrou a força dos integrantes do CRAS no movimento de combate ao Aedes Aegypti. A jovem se fantasiou de mosquito e também ajudou a divulgar as informações sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar o aparecimento de larvas.

Dias antes da realização do mutirão, o estudante Daniel Garcia, 16, morador do Parque Colúmbia, ajudou a divulgar a ação pelas ruas da comunidade. Para ele, a campanha despertou nos moradores a vontade de manter a comunidade limpa e conservada. “É muito bom ver a união de tantas pessoas em busca de um objetivo, mas melhor do que isso é ver as pessoas manterem as nossas ruas sem lixo e sem foco de mosquito. Precisamos ter consciência e colaborar com o meio ambiente”, comentou.

 

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