Em dois anos, programa De Olho no Lixo recolhe quase 900 toneladas de resíduos na Rocinha

Hoje, no Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06), o Projeto de Olho no Lixo do Viva Rio em parceria com o Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) e a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) apresenta dados importantes do programa pioneiro de coleta de lixo: desde que foi implantado, em 2016, na maior favela da América Latina, a Rocinha, já foram retirados 888.568 kg de resíduos da comunidade.

O De Olho no Lixo começou com uma demanda da Secretaria do Ambiente de buscar uma solução para os resíduos que chegavam na praia de São Conrado. Depois de estudar a área, os pesquisadores concluíram que vinha da Rocinha a maior parte dos dejetos. Foi feito então um mapeamento para entender os pontos que mais tinham acúmulo de lixo e era exatamente nos locais em que a Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) não entrava. A partir disso, o projeto criou uma metodologia para entrar nessas áreas e retirar de forma correta o lixo da comunidade.

Agentes removem o lixo na Rocinha

O projeto atua em dois eixos sendo um operacional, com 30 agentes do Viva Rio e parceiros que atuam diretamente na remoção dos resíduos, e outro de educação ambiental, cultura e comunicação, que além de ensinar os procedimentos corretos de descarte e evitar o aparecimento de novos acúmulos de lixo, também transforma os resíduos em arte e renda. Alguns exemplos disso são o Funk Verde, que oferece aulas de música com instrumentos reciclados, e o projeto Ecomoda, uma oficina para criação de peças de roupas com tecidos descartados.

Seguindo esse objetivo, de transformar os resíduos em arte, cultura, educação e incentivar a mudança de hábitos o De Olho no Lixo faz um “trabalho de formiguinha” como explica Márcia Rolemberg, coordenadora do Viva Rio Socioambiental: ‘O projeto vem limpando áreas importantes da Rocinha. Com um esforço bem grande dos 30 agentes e os parceiros, hoje eu posso dizer que estamos conseguindo cumprir todos os objetivos propostos do programa: transformar aspectos negativos dos resíduos em positivos e gerar renda para a comunidade.’

O resultado do projeto tem sido tão positivo que o objetivo do programa é expandir para outras comunidades – no Vidigal já foi iniciado -, modificando a vida dos moradores e fazendo a questão ambiental entrar de vez nas favelas.

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