CAPS celebram Dia da Luta Antimanicomial

Neste 18 de maio, as equipes dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) do Rio de Janeiro se uniram para participar das atividades do Dia da Luta Antimanicomial, que ocorreram nesta sexta no Centro do Rio. A data marca a luta dos movimentos sociais por uma sociedade sem manicômios. 

Equipe do CAPS Maria do Socorro Santos, na Rocinha, se prepara para o ato

Após a promulgação da Lei nº 10.216/2011, conhecida como a Lei da Reforma Psiquiátrica, os pacientes que antes eram confinados em manicômios passaram a ser acolhidos por um sistema integrado à atenção primária de saúde, com assistência regionalizada e, em muitos casos, 24 horas por dia. A Lei também assegurou os direitos e a proteção das pessoas com transtorno mental.

“A reforma psiquiátrica estabeleceu como preceito a substituição da lógica manicomial pelo tratamento humanizado nos territórios. A saúde mental ganhou muito com essa transformação”, ressaltou a diretora do CAPSAd Paulo Portela, Cláudia de Paula.

Da busca por um atendimento humanizado que se preocupasse com o bem-estar e a reinserção de pessoas com transtornos nasceram os CAPS, dispositivos antimanicomiais que se transformaram em referência na saúde mental. Os espaços contam com equipes multidisciplinares compostas por médicos, assistentes sociais, psicólogos, psiquiatras, entre outros especialistas. O tratamento pode ser feito de forma individualizada ou coletiva, através de oficinas e grupos terapêuticos.

 

Viva Rio administra seis CAPS no Rio

Em parceria com a prefeitura da cidade, o Viva Rio é responsável pela gestão dos CAPS na Rocinha, Alemão, Guadalupe, Madureira, Bonsucesso e Botafogo. As unidades funcionam com portas abertas, base territorial e caráter comunitário. As equipes atendem pacientes com consultas, fazem visitas às cenas de uso, terapias individuais e acolhimento.

A cidade do Rio de Janeiro conta com 30 CAPS. Destes, seis são CAPSAd e sete são CAPSi, voltado para o atendimento de crianças e adolescentes até 17 anos. Os CAPS funcionam de segunda a sexta, com acolhimento das 8h às 17h. Algumas unidades possuem também acolhimento noturno, todos os dias da semana. 

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Foto: Luta Antimanicomial RJ e CAPS Maria do Socorro Santos.

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